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**O Brilho da Corte e o Exotismo Colonial: A História de um Paliteiro de Prata Portuguesa**
Imagine a mesa de um banquete sofisticado no final do século XVIII ou nas primeiras décadas do século XIX: entre travessas reluzentes e cálices de cristal, um pequeno e curioso objeto rouba a cena.
Para entendermos a origem da peça, basta olhar para as punções. Gravadas na prata, encontram-se a letra **"P" encimada por uma coroa** e a indicação de **"10 dinheiros"**. O "P" coroado revela que nasceu na oficina do **Porto**, entre o final do século XVIII e o XIX. O toque de "10 dinheiros" indica a pureza da liga (cerca de 833/1000).
Com **21 cm de altura** e uma figura de nativo com sombrinha, o paliteiro entrava em cena nos finais da refeição como peça de conversação. Datado na transição do século XVIII para o ecletismo oitocentista, é um testemunho da ourivesaria portuguesa.
A RG é especializada no comércio de arte e antiguidades, atuando há mais de 30 anos no mercado. Uma tradição que atravessa três gerações, preservando histórias e valorizando o tempo em cada peça.